terça-feira, 9 de dezembro de 2014

19:34

.


No prezado momento
fico me perguntando:

_ a gente não era mais feliz 'quando'?...

_Quando, quando? ( perguntaria uma criança)

_ Quando a gente era criança. Será que era mesmo pra gente ter crescido?
Será que algum gene foi removido? Posso te confessar uma coisa ao pé do ouvido?

_ Ouvido não tem pé! ( diria a criança)

_ Eu sei. Ele é um órgão dos sentidos. Metaforicamente, falando.

_ Metaforica oque? ( indagaria, espantada, a criança)

_ Nada criança, é só meu coração que tá comovido. E doído.
Dá um beijinho que passa.


Beijou. Passou. Crescemos. Rápido. Demais.
Bom seria poder voltar, atrás.



*




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

01:11

.
 
 
Acho que não vai ter sol. E mesmo que tivesse, prefiro a noite. Mil e uma noites. De preferência dentro de uma tenda. Talvez feita de flores. E com aquele cheiro, almiscarado de Madagascar. Tenho queda por desertos. E por sombras. Do passado. Esquisito tempo que parece que vai, mas volta, sempre que a noite vem. Tenho loucura por lembrar. Frases. Toques. Coisas fora do lugar. Feito o amor. Ou a fuga. O desencontro. Que favorece tanto um devaneio. Gosto de voltas. Dar voltas entorno. De pensamentos. Coisas soltas. Desconexas que ainda assim, insistem no encaixe. Na acomodação. Ou na ilusão de alguma perfeição inatingível. Ainda lembro oque foi dito. Quando. Quando você pensar em mim. É sempre quando. Você não estará sozinha. Entrelinha. Conceda-me uma vírgula. Uma só a mais, só pra ver se eu poderia ser capaz. De me atirar. Nos teus braços vazios de lógica, e ainda assim, tão óbvios pra mim. Dê-me o tempo de um ponto sobre outro ponto, pra que eu possa te dizer o quanto. Sem condições. Só que seja sem sol. E longe da rua. E sem jogo. Sujo de acusações.  Sem desencanto. Sem solavanco. Nada no tranco. Esquece o barranco. Quero as folhas no chão. Descalçados. Nós dois. Ao som daquela banda que não toca drama, ou você me  faz uma composição, vale até uma suposição, que é só pra gente ver se ainda acha aquela agulha perdida no balaio da nossa falta de noção, palheiro de ilusão, que já foi tanta, que eu acho que até perdi a razão.
 
 
 
*

00:22

.
 
 
PERFEIÇÃO
como a gente sabe
mas,
 às vezes, faz que não sabe,
não existe,
 
então,
quando o assunto envolve EMOÇÃO
o melhor é deixar-se levar
pelas batidas do coração,
aquele lugarzinho onde razão não é a questão,
 
 
e deixar que role o abraço
permitir-se cair nos braços
daquela assustadora melhor opção:
 
 
acreditar nas incertezas
de uma grande
PAIXÃO.
 
 
[...ou vai ficar com medinho de perder o chão?]
 
 
 
*

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

19:00



.

Descortine-se. Mesmo que isso pareça insano. Mesmo que não faça o menor sentido. Mesmo que pareça desatino. Calma.  Dá pra fazer de mansinho, sem causar muito dano, pode ser suave e terno, gesto que se faz pungente, urgente, saca?,  tanta gente se escondendo por trás das cortinas, a gente quer ver a tua vida por trás dos panos, dessas teclas, desses tempos insanos de tantos desenganos, equívoco seguir o rebanho, há que se ser autêntico ainda que isso custe o espanto. Maior o espanto abre-se _ quando.

Quando se experimenta o toque do pano. Desajeitado tatear. Descortinarei eu os meus tantos anos? E o medo do abandono? Porque é só por isso. Somente por isso que somos oque não somos. Que expressamos oque não acreditamos. Que rezamos e não esperamos. Que tropeçamos nos desenganos. Vamos amontoando coisas no cenário vazio, tudo parece tão frio, tão sem cheiro de mato, tão abandonado do fato, inato, de sermos chão, grão, coisa miúda, a  gente é  graúda só mesmo na encenação.

Quem seremos quando o pano cair? Porque ele cai. Certeza que ele cai. Uma hora ele cai. E aí a gente sai correndo catando os trapos, pra emendar como quem tampa ferida com esparadrapo, e tampa tudo, porque,  quem é capaz de amar as feridas?

Quem é capaz de amar a carência? quem é capaz de amar os estragos do tempo, os danos dos tropeços, o choro infantil daquele momento que não se apaga, a gente só se trava enquanto trava as cortinas num nó cego, é ousadia querer mostrar, ou ver, ou ser...

Ver. De verdade. Ver. E se espantar com a beleza que há do outro lado do que ninguém quer ver. A beleza não está naquele palco, baby. A beleza não está daquele lado, baby. A beleza não está ao alcance das suas mãos , baby. A beleza, a que se descortina na surdina de alguma esquina patinada por lágrimas que só se derramam se escondidas,_  ah a beleza, baby!, a beleza está em todo lugar onde seja permitido que as cortinas caiam, e que quando caídas, ainda assim, permaneçam corações...



*

18:42

.

.
 
_WHAT?
 
 
_ bons tempos aqueles tempos, 
idos e  queridos tempos,
em que a ficha caía
e a ligação
 
se completava
sem enrolação...
 
 
 
 
*

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

20:44

.

Viver
às vezes, significa aceitar
que nada é pouco ou muito ou basta,
 
 
aceitar que as coisas, todas, tolas ou não,
são oque são, aceitar que a escolha pode ou não
estar na mão,
 
aceitar que quase nada faz sentido,
ou contém explicação,
 
que o bom mesmo é voltar pra casa e manter os
pés rentinhos no chão.
 
 
*

sábado, 25 de outubro de 2014

13:13

.


"A gente quer viver a LIBERDADE
a gente quer viver FELICIDADE,

É!,
a gente não tem cara de panaca,
a gente não tem jeito de babaca, a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar mão nela,

É!,
a gente quer viver pelo DIREITO
a gente quer viver uma NAÇÃO
a gente quer viver como CIDADÃO

É, É, É....


_ Música de GONZAGUINHA,
muito oportuna para estra véspera decisiva no Brasil.


VOTO 13



*

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

13:13

.


Uma questão
de se importar
com
o
OUTRO.



*

terça-feira, 21 de outubro de 2014

13:13

.


Coração
quando é valente
não cansa de ter esperança

e quer pra toda gente
menos medo
menos ódio

coração valente só
quer ver a gente contente
de ver a esperança
vencer.


*

13:13

.


XICO SÁ,
se um dia eu crescer
quero ser igualzinha à você.

Te amo, lindão!



*

sábado, 27 de setembro de 2014

16:16

.


O tempo do amor
às vezes a gente gasta, jogando conversa fora,
No tempo do amor
cabem todas as perguntas, tantas que tanto faz a resposta,

somos portadores do futuro, o prazer está à flor da pele
e a pele é macia, mesmo quando os sentimentos não são,

até que o tempo provoca uma tal metamorfose
que a gente parece que parou, lá, atrás, aonde?...

_ em algum tempo onde todos se apaixonarão outra vez.



*

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

18:18

.


Possuir. Você me possui. Eu te possuo. Somos posse.

E POSE!



*

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

20:02

.


Chove
e tudo refresca
Multiplicam-se partículas
em ar fresco e renovado

Parece um começo de amor.

Colho umas gotas
e lavo meu rosto com chuva
e ao sentir o gosto da chuva que cai
re-descubro alguma coisa que parece VIDA

Líquida, vívida, fluída
Decidida de molhar mesmo quando me recolho
Lembra o amor, decidido de ficar mesmo quando tudo parece fora de lugar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

18:28

.


eu queo do amor
o nascimento
de um novo eu a cada dia
desperto para a alegria
e que me divirta e divirta-se

porque se o amor não for divertido,
perde a graça.



*

terça-feira, 2 de setembro de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

20:22

.


Você pode nem acreditar, mas acredite!, tudo gira em torno do amor. Mesmo quando parece que não. Tudo gira. Estamos girando sem sentir, giramos com o mundo e com o amor. Mesmo quando parece que tudo está parado. E não está. O movimento acontece, e acontece por amor. Os astros apontarão tendências, o enquadramento das estrelas indicará possibilidades, a lua à quarto crescente apontará um caminho, mas tudo será inspirado pelo amor. Mesmo que não pareça. Será.

Dá um conforto pensar no amor, mesmo sem saber o que é exatamente este sentimento original, confuso e misterioso que nos inicia, reinicia, e nos permite sobreviver. Porque a gente pode resistir à ele, mas nada resiste aos desígnios do amor. Mesmo quando parece que não.

Haverá o amor em cada esquina. Em cada luz que se acende em um lar. Em cada passageiro do ônibus das seis. Em cada buzina que ensurdece. Em cada nota musical. Em cada alimento que chegue à boca. Em cada palavra. Em cada gesto. Em cada pessoa. Em cada cama que embala o sono, este gesto tão genuinamente amoroso. Reside na intenção.

Tudo vai sendo feito por amor. Próprio. Ao outro. Às coisas. Aos filhos. Aos pais. Ao amantes. Às possilidades. Ao futuro. Ao amanhã imediato. Ao prazer. Àquela sensação de estar fazendo oque for preciso em nome do amor "á". A gente faz as coisas por fundo amoroso. Mesmo que custe caro. Que não seja lícito, ou legal, ou moral, ou mesmo que engorde.

Não há contradição nenhuma nisso. Basta perceber a intenção. Lá estará o amor justificando todos os atos. Não faz muito sentido, mas, e alguma coisa faz muito sentido na vida, além do amor pelo amor?

_ Eu creio que não!



*

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

20:00

.


Pra quem gosta de
música velhinha pra ouvir embaixo da lua.



*

19:19

.


Sem vontade de lagrimar?
_ mas como?,

se o amor faz sinfonia tão fina com as lágrimas que devagarzinho
se formam, lá na casa das saudades,

nada de meio, é tudo inteiro,
mesmo quando parece que foi,
que já era, que nada mais,

sentimentos quando imensos,
guardam em suas entranhas a grandeza, de por vezes, CALAR.



*

sábado, 9 de agosto de 2014

02:08

.



Eu me esqueci.
Esqueci de como eu era.
Esqueci de mim

e esqueci de ver que horas eram
essas horas

esquecidas,

que me fariam te esquecer.

Eu me esqueci.
Esqueci de como você era.
Esqueci de ti

e ao te esquecer, me esqueci de mim,
das horas e agora

tanto faz.

TANTO FAZ QUE HORAS ERAM...



*

domingo, 3 de agosto de 2014

00:01

.

Perfeito é oque você quiser dentro do seu coração. Dentro do meu, há uma noite de estrelas. Faz frio, mas só do lado de fora. Dentro do meu coração, há uma casa. Uma pequena casa de troncos antigos e duradouros, afetuosos troncos de madeira que cedem seu direito de ser árvore para virar abrigo. Dentro dessa casa tem luz. Uma luz intensa sem ser forte, suave e gerada por fagulhas de amor. O que gera a força pra essa casinha é o amor que ela gera, guarda e salvaguarda. É de facílimo acesso, e justo por isso, pouco avistável. Escapa-nos oque está muito perto. O que é muito simples. O que é calmo e suave. Dentro do meu coração existe um céu de muitas estrelas, existe uma bruma com aroma de ervas secretas, mágicas, e lá existe uma casa. Uma casinha de uma porta e sem janela. Ela é perfeita pra mim. E tem lugar pra você.



*