domingo, 8 de fevereiro de 2015

16:22

.



o
que
você costuma por
pra esquentar?
 
 
 
 
 
*

sábado, 31 de janeiro de 2015

22:28

.



Bebi água do mar
até ficar meio tonta,
é que eu queria de volta
o teu hálito de onda...
 
 
 
 
 
 
*

20:28

.
 
 
 
O AVESSO
DO TEMPO
É ESTA TUA DEMORA
QUE INSISTE
EM NÃO
IR
EMBORA
 
 
.
.
.
 
 
 
 
 
 
*

20:26

.

Coisa esperável, o amor...
O silêncio que nos cerca parece fim de uma viagem,
traz  efeito de vertigem,
de balanço, de um morno remanso sem fim,
ou ainda qualquer coisa que valha, uma subido grito, um gemido,
tantos ais perdidos neste labirinto,
 
 
_ Durou quanto?
o tempo,
aquele outro tempo,
ou foi um destempo aquele meio minuto?
 
 
que se cumpriu, mesmo sob a ameaça cumprida
de haver toque nenhum,
fez-se visita, assim, quase sem dar na vista,
nos dando apenas o tempo do registo;
pisco um olho, depois outro,
 
e penso, penso e penso,
como eu insisto, nisso,
os cílios, meus, femininos artifícios,,
lembram-me de o quanto eu ainda, acredito...
 
Acredito no que não foi, tendo sido,
e no que é:
 
o amor,
sono,
reminiscências,
resplendores,
ardores,
explosão,
carícia,
 
mirando eu meus olhos,
derretidos,
quase escorridos cor de mel,
tão acostumados à esta amarga desconvivência
a verdade, coincidência ou não,
fica ziguezagueando em  esparrela,
 
_ tem cabimento um beija-flor
não sair da minha janela?
 
 
 
*

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

11:11

.
 
 
 
um sim é um sim
um não é um não
 
mas antes disso
há muita
indecisão
 
 
 
*

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

21:00

.
 
 
Talvez haja uma chance. Talvez seja uma saída. Quem sabe uma entrada? Uma estrada nova, uma estrela que nasce no céu, o broto de uma flor que não vingava até então...Talvez seja uma brasa. Um riscado. Uma gastura. Uma febre. O calor... Talvez não seja o tempo das águas. Talvez seja o tempo do fogo. E da rapidez. Dizem a lucidez ser filha da calma, mas quando se está no meio do caminho, quem quer ter calma? Quem não saúda um pouco de insensatez? Tudo que se quer é agora. Para agora. O tempo é fugidio demais para os líquidos, no fogo há uma luz apressada, uma urgência que não quer saber de licenças, invade e fim.  E nada tem fim. Tudo permanece. Menos oque se sente. Passou o tempo de ser descrente. Há um brilho estranho desta vez. Há um pulsar acelerado da vida querendo queimar. Varrer. Suceder. Ocupar sem cerimônia. E decidir sem pensar. Oque se ganha com tanto pensar? Pensar foi gestação. Acende-se o fogo do parir. Do fazer surgir. De viver pra rir. De permitir que se alastre. Faça rastro. Vire cinza e se espalhe. Pelo vento. Mas guarde a chama. E esparrame-se em mais chama. Chama que chama para um novo existir. A vida. A vida não é de mentir. E muito menos de brincadeiras:_ já chega de marcar bobeira. A vida quer mais; quem  se contenta com 'xurumelas' e meia dúzia de velas amarelas?..., a vida quer ser bela, pra ontem, acelerou, está rápida como um rastilho, vívido, ímpeto, puro há de vir que veio, cheio de si, e nada parece que vai impedir partículas urgentes em colidir...
 
 
[impressões/intuições muito pessoais para Dois mil e Quinze]
 
 
*

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

01:21

.
 
 
é esquisito
pra mim
dizer isso:
 
_ mas eu acredito
invisto
e até insisto
que é possível
um milhão de formas
de ser feliz...
 
[acaba sendo tudo uma questão de encontrar]
 
 
 
 
*

01:02

.

 
Para amar a gente precisa aceitar a ingenuidade como dádiva. Nem tem como ser diferente. Amar é se entregar, e à toda entrega corresponde o verbo confiar. E confiar, você sabe, não?... confiar é se atirar sem sombras nem dúvidas num buraco que guarda o breu e  ao mesmo tempo resplandece em partículas cor de amor. Amor. Não existe o completo. Não existe a perfeição. Não aqui. Pelas nossas terráqueas bandas de cá. (Quem sabe acolá?). Somo seres imperfeitos que insistem em afirmar sua própria perfeição, solicitantes  da extensão desta perfeição almejada. É quando a gente consegue abrir mão deste grau de ilusão que o amor se concede. Que a graça de amar se faz possível. Que torna-se admissível o outro olhar. Aquele que enxerga um pouco mais para além. Que nos convida á um mergulho para dentro dos olhos de um outro alguém. Sem nada esperar além do que não seja aquele olhar, e o  desfrutar, se entregar ao que é mais bonito no amar, que é conseguir confiar.
 
Há sempre o risco. E o risco é grande, e é sempre belo. Tão belo quanto deve ser o infinito de um instante que é o amar.  Infinito, é tão bonito que não dá nem pra acreditar. Está certo, é prudente vigiar, embora não haja possibilidade de se entregar sem os olhos fechar. Olhos fechados. Abertos. Repletos de acreditar. Faz bem querer bem. E bem, por mais que logo mais, à frente, a gente possa se estrepar, ainda assim, tudo que a gente quer é acreditar e se entregar e multiplicar-se em  amar e amar e amar.
 
Amem, pois, e muito,  em 2015. Amém!
 
 
*

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

23:49

.

Pra você que não gosta de Natal:
 
_ Você não é um insensível. E você não está sozinho. Quando Dezembro surge por aqui, baixa sobre a terra uma ansiedade galopante. Amor vira uma espécie de moeda, e neste mercado, somos todos, um pouco pobres, e carentes.  Em tempos de tanta ostentação midiática, haja vista que hoje todos têm seu próprio canal de exposição, a felicidade parece pipoca. Salta de uma rede para outra, ocultando, no entanto, o seu verdadeiro perfil. Dezembro é o mês da felicidade fake. Tudo expositivo demais, tudo tão irreal, toda a gente correndo feito doido pelos templos de consumo, festas que ninguém está de fato afim de ir, sem fome, sem sede, outros com fome e com sede, e a gente se pergunta, _ qual o sentido disso?
 
OHOHOH, onde você está Papai Noel, para nos trazer de presente o sentido?
 
Amargo poderão pensar os abençoados pelo dom da boa crença. O que de fato é. É amargo desejar que tudo passe rápido e o ano novo logo comece, e de preferência que logo chegue Março, e com ele as folhas de outono e o sossego da vida real. De onde surgiu essa urgência de ser feliz que paira pelos ares, ou melhor, pelas telas desse mundo de Deus, e nestes Dezembros loucos de pedra? Não entendam os que creem.
 
 
Quero alcançar você que descrê. Quero tocar em você, que como eu, não consegue pular de cabeça neste pula-pula natalino. Dizer à você que você não está sozinho. Nem é um estranho. Nem um desalmado. Na verdade, acho que você traz consigo o mais genuíno espírito do que deveria ser um Natal. Você só queria que a vida corresse normal, e o encontro acontecesse porque os encontros devem acontecer, naturalmente. Porque você acha que o amor não deveria ser moeda, medida em número de pacotes bonitos de presentes.
 
Que presente deveria ser a presença. Espontânea. Desobrigada de data. Que o abraço, deveria ser condição. E a distância, um muro a ser derrubado a cada dia. Que as crianças deveriam ansiar por passeios ao ar livre, por dias de correr descalço na grama, por bonecas de pano, feitas à mão por algum artesão da vizinhança. Você querido, só queria que as pessoas menos providas de vil metal fossem  respeitadas e consideradas dia após dia, você queria que a inclusão fosse oque move o gesto, contínuo, e não um gesto ocasional.
 
Você queria não se sentir um ET só porque se questiona e segue contrariado o roteiro de Natal. Você querer fugir, pegar uma contramão, ou  sorrir quando na verdade se sente constrangido com as gastanças e as exorbitâncias de uma data que tinha tudo para a simplicidade reinar, não faz de você um esquisito. Faz você parecer mais bonito. Você saiba, que você é quem me faz sentir o Natal. O verdadeiro. A indagação do nascer. Do sentido. Do porque. Do presépio. Do anseio. Da busca pelo amor. Da afirmação. Do enxergar o outro como um exercício diário e sem exceção.
 
 
Você me faz sentir especial por dividir comigo suas indagações, suas inquietações, e com elas comungo, e faço delas o meu presente. Um presente que multiplica-se todo dia. E renova-se em bem-querer constante.  Aceite estas palavras, como meus mais sinceros votos de que o sentido toque  tua pureza tão linda, e que todos os teus dias sejam dias de um FELIZ NATAL,
 
 
_ ...e se você me entende e eu te entendo, então, podemos prosseguir aliviados para dentro de mais um Natal. Aguenta firme. Já posso ouvir o barulhinho das folhas correndo ao chão. E o vento sul soprando amor. Amor por você. Sempre.
 
 
 
Beijos.
 
 
 
*

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

19:34

.


No prezado momento
fico me perguntando:

_ a gente não era mais feliz 'quando'?...

_Quando, quando? ( perguntaria uma criança)

_ Quando a gente era criança. Será que era mesmo pra gente ter crescido?
Será que algum gene foi removido? Posso te confessar uma coisa ao pé do ouvido?

_ Ouvido não tem pé! ( diria a criança)

_ Eu sei. Ele é um órgão dos sentidos. Metaforicamente, falando.

_ Metaforica oque? ( indagaria, espantada, a criança)

_ Nada criança, é só meu coração que tá comovido. E doído.
Dá um beijinho que passa.


Beijou. Passou. Crescemos. Rápido. Demais.
Bom seria poder voltar, atrás.



*




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

01:11

.
 
 
Acho que não vai ter sol. E mesmo que tivesse, prefiro a noite. Mil e uma noites. De preferência dentro de uma tenda. Talvez feita de flores. E com aquele cheiro, almiscarado de Madagascar. Tenho queda por desertos. E por sombras. Do passado. Esquisito tempo que parece que vai, mas volta, sempre que a noite vem. Tenho loucura por lembrar. Frases. Toques. Coisas fora do lugar. Feito o amor. Ou a fuga. O desencontro. Que favorece tanto um devaneio. Gosto de voltas. Dar voltas entorno. De pensamentos. Coisas soltas. Desconexas que ainda assim, insistem no encaixe. Na acomodação. Ou na ilusão de alguma perfeição inatingível. Ainda lembro oque foi dito. Quando. Quando você pensar em mim. É sempre quando. Você não estará sozinha. Entrelinha. Conceda-me uma vírgula. Uma só a mais, só pra ver se eu poderia ser capaz. De me atirar. Nos teus braços vazios de lógica, e ainda assim, tão óbvios pra mim. Dê-me o tempo de um ponto sobre outro ponto, pra que eu possa te dizer o quanto. Sem condições. Só que seja sem sol. E longe da rua. E sem jogo. Sujo de acusações.  Sem desencanto. Sem solavanco. Nada no tranco. Esquece o barranco. Quero as folhas no chão. Descalçados. Nós dois. Ao som daquela banda que não toca drama, ou você me  faz uma composição, vale até uma suposição, que é só pra gente ver se ainda acha aquela agulha perdida no balaio da nossa falta de noção, palheiro de ilusão, que já foi tanta, que eu acho que até perdi a razão.
 
 
 
*

00:22

.
 
 
PERFEIÇÃO
como a gente sabe
mas,
 às vezes, faz que não sabe,
não existe,
 
então,
quando o assunto envolve EMOÇÃO
o melhor é deixar-se levar
pelas batidas do coração,
aquele lugarzinho onde razão não é a questão,
 
 
e deixar que role o abraço
permitir-se cair nos braços
daquela assustadora melhor opção:
 
 
acreditar nas incertezas
de uma grande
PAIXÃO.
 
 
[...ou vai ficar com medinho de perder o chão?]
 
 
 
*

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

19:00



.

Descortine-se. Mesmo que isso pareça insano. Mesmo que não faça o menor sentido. Mesmo que pareça desatino. Calma.  Dá pra fazer de mansinho, sem causar muito dano, pode ser suave e terno, gesto que se faz pungente, urgente, saca?,  tanta gente se escondendo por trás das cortinas, a gente quer ver a tua vida por trás dos panos, dessas teclas, desses tempos insanos de tantos desenganos, equívoco seguir o rebanho, há que se ser autêntico ainda que isso custe o espanto. Maior o espanto abre-se _ quando.

Quando se experimenta o toque do pano. Desajeitado tatear. Descortinarei eu os meus tantos anos? E o medo do abandono? Porque é só por isso. Somente por isso que somos oque não somos. Que expressamos oque não acreditamos. Que rezamos e não esperamos. Que tropeçamos nos desenganos. Vamos amontoando coisas no cenário vazio, tudo parece tão frio, tão sem cheiro de mato, tão abandonado do fato, inato, de sermos chão, grão, coisa miúda, a  gente é  graúda só mesmo na encenação.

Quem seremos quando o pano cair? Porque ele cai. Certeza que ele cai. Uma hora ele cai. E aí a gente sai correndo catando os trapos, pra emendar como quem tampa ferida com esparadrapo, e tampa tudo, porque,  quem é capaz de amar as feridas?

Quem é capaz de amar a carência? quem é capaz de amar os estragos do tempo, os danos dos tropeços, o choro infantil daquele momento que não se apaga, a gente só se trava enquanto trava as cortinas num nó cego, é ousadia querer mostrar, ou ver, ou ser...

Ver. De verdade. Ver. E se espantar com a beleza que há do outro lado do que ninguém quer ver. A beleza não está naquele palco, baby. A beleza não está daquele lado, baby. A beleza não está ao alcance das suas mãos , baby. A beleza, a que se descortina na surdina de alguma esquina patinada por lágrimas que só se derramam se escondidas,_  ah a beleza, baby!, a beleza está em todo lugar onde seja permitido que as cortinas caiam, e que quando caídas, ainda assim, permaneçam corações...



*

18:42

.

.
 
_WHAT?
 
 
_ bons tempos aqueles tempos, 
idos e  queridos tempos,
em que a ficha caía
e a ligação
 
se completava
sem enrolação...
 
 
 
 
*

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

20:44

.

Viver
às vezes, significa aceitar
que nada é pouco ou muito ou basta,
 
 
aceitar que as coisas, todas, tolas ou não,
são oque são, aceitar que a escolha pode ou não
estar na mão,
 
aceitar que quase nada faz sentido,
ou contém explicação,
 
que o bom mesmo é voltar pra casa e manter os
pés rentinhos no chão.
 
 
*

sábado, 25 de outubro de 2014

13:13

.


"A gente quer viver a LIBERDADE
a gente quer viver FELICIDADE,

É!,
a gente não tem cara de panaca,
a gente não tem jeito de babaca, a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar mão nela,

É!,
a gente quer viver pelo DIREITO
a gente quer viver uma NAÇÃO
a gente quer viver como CIDADÃO

É, É, É....


_ Música de GONZAGUINHA,
muito oportuna para estra véspera decisiva no Brasil.


VOTO 13



*

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

13:13

.


Uma questão
de se importar
com
o
OUTRO.



*

terça-feira, 21 de outubro de 2014

13:13

.


Coração
quando é valente
não cansa de ter esperança

e quer pra toda gente
menos medo
menos ódio

coração valente só
quer ver a gente contente
de ver a esperança
vencer.


*

13:13

.


XICO SÁ,
se um dia eu crescer
quero ser igualzinha à você.

Te amo, lindão!



*

sábado, 27 de setembro de 2014

16:16

.


O tempo do amor
às vezes a gente gasta, jogando conversa fora,
No tempo do amor
cabem todas as perguntas, tantas que tanto faz a resposta,

somos portadores do futuro, o prazer está à flor da pele
e a pele é macia, mesmo quando os sentimentos não são,

até que o tempo provoca uma tal metamorfose
que a gente parece que parou, lá, atrás, aonde?...

_ em algum tempo onde todos se apaixonarão outra vez.



*