quarta-feira, 24 de novembro de 2010

16:35

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E agora, repentinamente, como se o tivesse conjurado, o telefone toca no térreo
e uma voz clara, sedosa, suave diz:
_ Como vai, menina?

Sei lá oque respondi. Gritei por dentro. Engasguei, sofri um ataque epilético de
êxtase, de um insano e alucinado êxtase, ali parada, mas SÓ POR DENTRO.

_ Estou bem, obrigada!


Diários de Sylvia Plath, página 188


[Emoções atemporais]


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