domingo, 17 de junho de 2012

19:33

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Ele era diferente,
havia mistério no que guardava,
e ainda mais no que entregava
com suas mãos de alquimia
cheias de pressa e de defasada alegria que nunca era dia...

Confuso modo de bem-querer, meio mal querendo
sua entrega era difícil de entender,
feito um poema de Pessoa,
tem rancor, tem tristeza, tem saudade,
tem tudo misturado em fartas doses de
dor e amor e dor de tanto amor.

[Oque guardas eu entendo,
oque eu não entendo, é oque me dás!]


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