terça-feira, 27 de novembro de 2012

23:10

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É que sonho, 'sonho mesmo', a gente vê tão poucos realizados. Talvez falte-nos a certeza das estrelas. Ou a placidez com a qual elas traçam suas existências. Estrelas nascem sabendo-se destinadas á brilhar no imenso céu que não se acaba. Estrelas são todas feitinhas de certezas. Não há nelas espaço para dúvidas. Há nelas espaço para o esplendor. Para a plenitude. Lá de onde elas vivem, pergunto-me se nos olham, sentem um bombocado de dó, e tentam sinalizar pra nós,  formando constelações e entrelaçamentos que nos inspirem o sonho e as rotas. Não raro, uma se torna cadente. Pura brincadeira pra nos inspirar.

Talvez falte olhar pra cima, a gente que olha tanto pra baixo... Rotinas são vividas, enquanto sonhos envelhecem. Será que eles envelhecem? Morrem? Oque pulsa é oque resta. Somos seres ou restos? Sobras de um sonho irrealizável. Hipnotizados pelas doutrinas da aceitação. Tá tudo certo em aceitar, mas... alcançar é um verbo tão mais bonito...

VOCÊ É UMA PESSOA VIVENDO SEU SONHO?

Sonho mesmo as pessoas realizam muito pouco. Alguns alcançam objetivos, outros metas, algum progresso, mas aquele sonho de criança, aquela coisa que faz palpitar o coração quase esquecido de como era se pudesse ser,_ ah!, esse pouco se realiza. Mesmo assim todo mundo pula da cama de manhã, ri das coisas, dos tropeços e da meia dúzia de acertos, e vez ou outra, espia o céu e suas estrelas que parecem sempre querer dizer algo incompreensível. Vidas simples. Que seguem de sopro em sopro. Para onde vão todos os sonhos não realizados? Deve haver um céu inteiro para abrigá-los. Vai ver é o próprio céu. E as estrelas, cada sonho não vivido. Faz sentido. Um céu que é um chão onde brilha a ilusão. Um chão sagrado onde oque é sonho vive para o Infinito.


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Um comentário:

Aurora disse...

Lindo, lindo e lindo. Sem palavras!