terça-feira, 31 de dezembro de 2013

23:58

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Lá vai 2013
para a coleção das histórias que ensinam

que as horas passam,
os dias passam,
passam-se os anos e as estações,

só o amor não passa,
e está sempre de prontidão!


Valeu 2013!

Chegue 2014, a casa  é simples, o amor criança,
mas tudo aqui é feito com o coração.



*

15:15

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

16:16

.


Um amor
quando é amor de verdade
forma uma rastro de estrelas e insanidades

e como todo mundo já sabe,
estrelas, amores e insanidades são feitas
de partículas raras que nunca se acabam...


*

sábado, 28 de dezembro de 2013

18:02

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Tenho dó das estrelas
luzindo há tanto tempo
há tanto tempo...
Tenho dó delas.
Não haverá uma cansaço das coisas?
de todas as coisas,
como das pernas ou de um braço?
Um cansaço de existir,
de ser,
só de ser,
o ser triste brilhar ou sorrir...
Não haverá, enfim,
para as grandes coisas que são,
não a morte,
mas sim uma outra espécie de fim,
ou uma grande razão
_ qualquer coisa assim
como um PERDÃO?


[Fernando Pessoa]




*

17:22

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você não pode ouvir?





*

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

19:11



olha que lindo:

'VARIAÇÃO é ficar repetindo a mesma coisa, cada hora de um jeito.
Por que é que se repete?
_ Por ser bonito. A gente quer a repetição do beijo, do doce, do poema
do pôr-do-sol...
A alma não quer ir para frente. Quem quer ir para frente é porque ainda
não encontrou. Está ainda à procura.
Quem quer repetir é porque já encontrou oque procurava."

Do Livro OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA/ Rubem Alves



*

14:48

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Tenho tanta coisa pra te dizer. São coisas que eu sinto tão forte, mas não consigo tocá-las pra trazer até aqui, pra você ler, ouvir com o coração, e delirar comigo esses sentimentos que me inundam de um jeito que dói, sabe?, dói de tão bom, dói de frustração por algo tão lindo estar preso na minha cabeça, algo que eu não consigo acessar, mas que eu sei que está lá, logo ali, dentro de mim... Me pergunto se estarão dentro de você... porque tem que estar, não é possível ser um sonho só meu, tem a força de um oceano, a subjetividade das palavras que formam este mar de letras que te escrevo e nem sei porque, mas tem que estar em você, eu sinto que não cabem só em mim, porque tem um mar do lado de cá, mas tem também tanto mat do lado de lá. VOCÊ É O MEU MAR DO LADO DE LÁ. E a gente se encontra no meio destas praias que não se visitam, mas, ah!... como são banhadas pelas águas deste amor que sinto, e que você, se não sente, não imagina que onda boa tá perdendo...
Duas pessoas dentro de uma mar. Duas pessoas dentro de um amor. Duas pessoas que sonham um sonho de mar. Isso é estar junto, mesmo sem estar. Tem tanta coisa que a gente não entende,que nem acredita, mas existem assim mesmo. Eu sei que você deve estar pensando que eu falo demais, que eu faço de menos para menos demais, eu sei, eu sei, mas eu não sei como te acessar. Não sei como te levar pro mar comigo, não sei oque fazer de tudo que eu construi pra mim antes de você. Eu sou sortuda, entende? Tem tanta gente que não niguém pra amar, e eu amo tanta gente, só não sei como conciliar tanto amor. Embora isso, agora, não importe. Sempre falta você. Isso fere a minha sorte. Quero que você se importe comigo. Quero que você olhe pra minha janela e saiba que eu estou sempre ali,mesmo que não, eu estou. Porque é das janelas de dentro que te falo. Meu lindo, você tem todo um mar pra atravessar se quiser chegar aqui. Eu, você sabe, não sei nadar. Se eu for me aventurar, eu não vou chegar. Eu me perco e com isso você me perde também, e nos perdemos nesse mar que é pra ser pra navegarmos juntos.Não pra se acabar. Eu me perco nesse mar de palavras de tanto que tenho pra te contar. Pra te perguntar. Tipo, cadê teus olhos pra me olhar? Nunca houve olhos como os teus a me olhar... eu preciso me ver em você pra continuar. Como a gente faz pra se encontrar? Me fala. Manda um bilhete pra mim, daquele jeito antigo que eu acho o mais bonito. Coloca dentro de uma garrafa uma palavra, um sinal, ou então, vem até aqui, e me ensina a me soltar. Eu te asseguro que nas tuas maõs, eu não vou me afogar. Ficarei deste lado. A te esperar.


*

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

16:28

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uma janela será só uma janela
quando você não tiver mais pelo quê esperar,

a espera faz da janela
um ventre fecundado pelo verbo AMAR *

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

20:00

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Nas nuvens
não parece, bom?


*

17:00

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Tem vezes que o vazio
é a chance do presente...


*

16:28

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escutei alguém abrir os portões...



*

16:22

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Faz sentido ter mau-humor na véspera de Natal?
_ Pois eu tenho. Um mau-humor colossal. Já durmo mal no dia 23. Acordo rezando para ser dia 26. Mas não. Juro que tento. Tento o mês de Dezembro quase inteiro ser positiva, tento ver o lado bom da coisa, tento tento tento, mas exatamente no dia 24, quase afundo. Fico pendurada ali, no barco deste dia, pratico respiração controlada, tento distrair olhando pros lados, tento nas ver os buracos no barco furado, e de novo, quase afundo.

É que na verdade, e já que tô um mau-humor do cacete, vou me confessar. Pra quem? Aqui, pra mim,  nesta conversa de águas confusas. Eu odeio festa. Eu detesto frescura. Eu não gosto de formalidade. Eu queria passar o Natal em casa, comendo uma comidinha bem trivial, enfiada numa roupa confortável e sem olhos estranhos por perto. Mas... tem festa. E eu não sei dizer: _ não!, eu não vou. Eu vou, entendeu? Eu faço coisas que não quero, e não faço as coisas que eu quero, e isso me deixa puta da vida, muito puta mesmo.

Outra: _ Eu adoro palavrão. Quase nunca escrevo, ou falo, porque tento ser uma pessoa elegante. Mas quer sabe? _ para PQP a elegância. Eu não gosto de lugar chic, não gosto de roupas chic, ( tá, eu gosto de roupa chic, todo mundo tem defeitos), mas não gosto de ostentação, não gosto daquela árvore de Natal com mais presentes do que pessoas, não gosto de ver as crianças distraídas e longe da gente porque tem tanto brinquedo, que o encontro fica pra lá.

Não gosto de barulho de sirenes. Nem de polícia, muito menos de ambulâncias. Mas sempre tem esse barulho na rua. Aí, eu penso: _ coitadas dessas pessoas que estão nesta situação de dor, bem na véspera de Natal, mas aí eu lembro que o caríssimo meu pai resolveu morrer exatamente num dia de Natal, e aí, bom, aí já dá pra imaginar, né?

Minha família é resistente. Ninguém deixou de viver pelo ocorrido. Li num livro que a morte é como um buraco que se abre na nossa frente. Você cai dezenas de vezes nele, até que um dia aprende que tem que dar a volta por ele, mas o buraco sempre estará lá. Nunca fui ao cemitério depois do ocorrido. Às vezes me pergunto se meu pai gostaria que eu fosse. Mas fazer oque lá? Eu não preciso ir lá para lembrar dele. Até porque, ele não está lá. Ele está muito de boa que ele me contou num sonho bonito dia desses.

Houve um Dezembro que foi especial. Houve um acontecimento especial que procuro não lembrar, porque coisas lindas também doem quando a gente lembra. Para este momento lindo, me ocorre a letra de uma canção: ', e quanto a mim, não é fim...'. Coisa boa não acaba nunca dentro da gente. Ficamos eternamente grávidos daquele instante mágico. Aquele sim, parecia um presente de Natal.

Será que existe alguma chance de Papai Noel repetir presentes? O Natal é um milagre. Prova disso é que todos os lugares, dos mais simples aos mais abastados, haja oque tiver havido no ano, lá estarão todos, juntos, com suas lembranças, seus presentinhos, seus corações, renovando a fé na magia de um menino. Então, por ser Natal, e porque Ele é um milagre, vou pedir que meu mau-humor diminua, que eu lembre de algo bem cheio de amor, tipo aquele dia, e aí eu desejo que você, você, exatamente você, deseje o mesmo presente que eu
_ quem sabe o Menininho não resolve atender?

Feliz Natal aos corações de boa vontade,
e aos mau-humorados, que certamente têm um coração bem grandão também!


*

domingo, 22 de dezembro de 2013

18:18

.


ENTERNECIDA,


a alma fica enternecida
cheia de ternuras e compressas calmantes quando a gente
se volta pra dentro,

parece o colo de Deus.


*

sábado, 21 de dezembro de 2013

01:45

.


Tem horas que não dá pra aguentar. NÃO DÁ PARA AGUENTAR.
Dói uma coisa de louco o olhar do outro. O outro 'todo mundo' que insiste
em não ver você. Vêem através de você. Vêem oque desejam ver, e você não
está ali, embora seja você frente ao outro, ao 'todo mundo' que por vezes cansa
[paracaralho!]

OQUE OS NOSSOS OLHOS ALCANÇAM?

é um desconcerto. é uma porrada. é o caos. é a não-manifestação. é a confusão.

Sou eu esta porcaria que seus olhos refletem?
Devolva cá meus reflexos, mundo cão!, esta não sou eu, este é você!,
tá tudo fora de foco, eu estou fora de foco, o olhar não existe, só existem equívocos...

Amargurei. Que é oque ocorre quando saio de mim. Que é oque ocorre quando saio pro mundo, que de fofo não tem nada..

Só meus óculos me protegem. E as paredes. Da minha casa.


*

18:28

17:28

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As coisas acontecem, e a gente vai vivendo essas coisas como se tudo fosse normal. A gente nem lembra quantas coincidências se fazem necessárias para que um acontecimento se dê. Claro que não pensamos nisso. Seria cansativo demais. Pensa-se mais sobre isso quando um acontecimento esperado ( aguardado, ansiado, desejado, amado e tanto...) não ocorre. É aí que a gente pensa sobre como nada é por acaso. Nada acontece na véspera. E nada será se não tiver que ser. Nada haverá se não coincidirem todas as partículas favoravelmente.

Oque era para ter sido e não foi, poderia te sido hoje. Poderia mas não foi porque a gente é MUITO ruim no quesito tentar favorecer as coincidências. Porque, se elas são independentes e auto-comandadas, também são mimadas, e gostam de ceninhas, então tem como seduzi-las, todo mundo tem como. Valorizando oque se deseja, entendeu? Tem que ter pensamento ligadaço, tem que ter atitudes insanas, coincidências AMAM  umas loucurinhas, porque isso possibilita que elas se precipitem, e precipitações são muito bem admitidas na casa das paixões, especialidade dos acasos amorosos.

Só que não rolou. Não fomos merecedores. Não fomos agraciados pela coincidência perfeita que é um ACONTECER. Não acontecemos, você e eu. Não havemos de acontecer. Provavelmente nunca mais. O 'não-acontecimento' tornou-se o nosso acontecimento. Sabe oque eu acho? _ Acho bem-feito pra nós! Convenhamos, a gente não merecia. Não nos merecemos um ao outro, e pensando bem, creio que as coincidências fizeram muito bem o seu papel, incompetentes fomos nós. Paciência.

Conclusão boa pra se pensar no final de mais um ano:
FOI OQUE TINHA QUE SER, E OQUE NÃO TINHA, NÃO FOI.


*

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

23:23

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Porque se a gente não acredita
que a magia é possível

ela simplesmente,
não ACONTECE!


*

sábado, 14 de dezembro de 2013

22:00

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Dançar até rasgar as saias
da loucura, por um amor de complicados sentidos, ,
generoso par que oferece todo sentido pra dançar.

_ Você já dançou com o AMOR?



*

21:00

.

Mas se um sentimento é tão poderoso a ponto de
não acatar os sinais, de ignorar evidências, de aceitar a total falta de sentido,
de insistir, de te chacoalhar, de pedir por favor!, de implorar pra ficar, de querer
por querer, sem razões, sem lógica alguma que explique esta permanência

deste sentimento poderoso,

então, você se rende e reza, porque existe algo nesta vida
comprovadamente, MUITO MAIOR QUE VOCÊ.

[e não há vergonha alguma nisso!]


*

20:55

.


Oque eu tentei captar de você, escapou-me.
Não era nem ontem e eu achava que te prendia. Capturava-te, instantes.
Azuis, olhos, teus, eras tu a refletir-me em vicejantes florais que me encantavam,
_ ah!, como era bom ver-me refletida em ti. Exteriores, pele, ar.

DO AMOR IMPORTA OQUE ELE VAI SE TORNAR.

Éramos irreais vivendo um amor irreal. Procuramos oque não era de se achar.
Não demos conta do tempo. Não demos conta das nossas verdades. Perdemos o belo,
e dançamos em compassos desiguais. Pervertemos as flores do nosso jardim.

Travessura da pele que se gasta, almas não capturáveis.
Não conseguimos tornar o amor real.

_ posto assim, parece compreensível?

[pra mim, não!]


*

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

17:17

.


Deixe
estar
!



*

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

01:01

.


Amor
é quando a gente
acha
que achou




[porque certeza e amor, amor, é presunção]



*

23:00

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_ Doa! Tomara que doa muito. Dane-se!, tome sua linha e doa, doa, doa!

E doeu mesmo. Porque a gente pede um sinal. Pede pra Deus, que o tempo ensinou que é mais chegado do que a gente imagina, e se folga, tá crente que caiu na camaradagem Dele, daí pede sinal pra tudo, pede de tudo a toda hora, perde a noção, e quando a água bate, você se dá conta que tá abusando e... _putz, mas eu preciso de um sinal. Eu preciso de um sinal. Pede. Negocia. Argumenta. ( é irresistível a rima com jumenta), e senta e tenta colocar os neurônios mais lentos que são os que tratam de certas emoções pra funcionar, toma um café, dois, nada, olha as horas, duas, quatro, sete, nada, vasculha os becos, os guetos emocionais, e começa a chover, e já passam das nove, e parece que não haverá um sinal. Pensa na chuva, nas tantas histórias molhadas por sua poesia, pensa no mar, no sonho de viver de maresia e letras e bronzes e tal, e então a ficha cai. Demora muito, mas parece que cai. Um não-sinal é um sinal. Não é isso?

E aí o não-sinal ganha vida própria dentro dos pensamentos e resolve associar-se aos sinais que _ sim, foram muitos!, sinais sucessivos de que não era guerra, mas também não era paz. O nada tem a propriedade de falar. O X da questão é ter a propriedade para ouví-lo. Com a correnteza, o nada encontra seu caminho destravado, e flui. E revela. Revelações que doem. Porque a gente se sabota tanto? Você sabe oque é sabotagem? ou melhor, você sabe o que é auto-sabotagem? É essa coisa aí, você dá permissão para o outro vir e te esfolar vivo. Tem gente que carrega esse ônus, por portar o bônus da chamada Boa Fé. Acreditar de forma ingênua no outro porque, simplesmente você acredita. E também por que não faz parte da sua linda e burra índole crer que alguém quer, deliberadamente, que você doa.

Que te doam as dignidades, que te doam as sinceridades, que te doam as ingenuidades, que te doam, e muito, as sentimentalidades, e as tuas vontades, que elas te ardam, te queimem, te dilacerem, porque é disto que se trata o espetáculo: de dor. Que concluo ser um tipo de amor doentio. Outro ônus de quem aprecia a poesia da dor, que consegue ver a beleza, que procura o avesso do avesso, que não teme espionar as sombras, porque crê perigosamente que em toda sombra cabe a luz.

Sabotagem é quando se articulam meios para se ferrar alguém. Auto-sabotagem, pressupõe, pois, que a gente que é desse tipo procura meios pra se ferrar. Simples, não? Só que é uma sabotagem dupla, a auto, e a do outro, aquele que deseja que você doa. A pergunta: o que impulsiona alguém a querer a dor no outro? Doido isso, não? Fazia tempo que não entrava nessas piras de pensar sobre isso, deve ter sido esse achegamento meu com Deus, de quem me tornei amiga, só que meio abusada, e aí, fui ficando diboa, diboa, achando que todo mundo é gente boa, até aquele ato-falho teu denunciar: DOA!

Se a lição será aprendida? ( sim, não, talvez), se retornarei ao erro? ( sim, não, talvez), se está doendo?
De boa? nada se comparado ao que deve doer em você!


*

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

20:00

.




Não existe teoria para o amor. Nem generalizações. O que se aplica à mim, poderá no máximo, se aplicar aos meus seres amados, e olhe lá!... Então, esta e´a minha teoria do amor, que se aplica à mim, em teoria, e olhe lá..

Amor é algo bom. Mas nem sempre é só bom. Tem vezes que é dor. Porque trata-se de um ser rebelde o tal amor, Ele quer realizar tudo pra ontem, tipo paixão, que na verdade, é no que acredito no que diz respeito à um homem e uma mulher. Tudo começa na paixão. Daí, amor acaba sendo mais fraterno, coisa de casamento, noivados, flores de laranjeiras, uma casa, o café da manhã, o beijo de Boa-Noite, e uma cama que é sempre grande demais... Antes, porém, vem a paixão. E antes dela, a atração. Que vem a ser química e a física, a mais requintada das quânticas, noética, invasão de fatores desconhecidos, mas tão conhecidos ao mesmo tempo, a energia do outro bate com a sua e aquilo é, de longe, a coisa mais fantástica do mundo todo.

Então você se apaixona. E não necessariamente ama. Mas porta uma loucura. Algo que invade mais que a mente, mais que alma, invade o Eu que nem você sabe quem é. Paixão justifica o ato de fechar os olhos pra imaginar. Você fecha seus olhos para quê? Para imaginar. E quem ocupa seus pensamentos? Aquele alguém por quem sua pele chama. E então você pensa. E tem ideias... e muitas vezes faz umas merdas enormes por causa disso, não raro, a merda maior, é não fazer nada. Você vive uma paixão, mas tem um tal amor anterior, o amor próprio, que muitas das vezes supera a paixão por alguém...

O que me faz pensar que amor é DOIS. Tem um Eu afim de se apaixonar. E correr os riscos. E mergulhar. E sentir medo. Porque, paixão da boa desperta de tudo, e quanto mais complicada, perdoe-me o exagero, melhor e maior e mais desejada. O amor é DOIS. E tem VOCÊ afim de se apaixonar. E se colocar na lona, e sair pra briga, e usar o verbo, soltar todo o verbo, e destes dois nasce o desejo de seduzir, que vem a ser a vontade gigante de EU + VOCÊ formarmos um NÓS, mesmo sem saber se o amor virá..., será que vira amor?... não se sabe!, este NÓS, ganhará uma casinha de sapé defronte ao mar, com velas de baunilha perfumando lençóis macios e suaves? não se sabe!, tem muita chance que não, não há garantias na paixão, só no amor ( ou será que nem nele?)...mas tanto num, quanto noutro,a sedução é tudo, porque seduzir traz implícito o desejo, o querer, o resgaste, o sonho, a esperança de ter aquele alguém do seu lado, e sem isso, sem essa chama que chama, não há paixão, e as as chances do amor, viram águas de outra estação. *

domingo, 8 de dezembro de 2013

12:12

.

Estranha.
Parada ali, entre presentes sucessivos
momentos que quase nunca se intercalam,
só repetem-se, e repetem-se, há algum aconchego,

era feliz?

havia a janela vazia,
_ mas, sim!
sentia-se profundamente feliz quando
o relógio batia suas horas repetidas,
que para ela deveriam ser horas de emoções
ANUNCIADAS...

[ é real oque você vê nas vitrines?]



*

11:11

.

Escolha uma velha canção:
 Baby come back!


*

sábado, 7 de dezembro de 2013

21:19

.


Sabe quando todas as fronteiras somem?,
Sabe quando todas as aflições cedem lugar para?,
Sabe quando o coração não bate, apenas pulsa?
Sabe quando o sorriso se enfeita sem saber por que?,
Sabe quando dá uma vontade muito louca de pular da janela?

de saltar pra vida?

então...
é assim que é quando eu (ainda e insistentemente)
PENSO EM VOCÊ!


* [ME LEVA PRA PASSEAR?]

20:42

.

Privados sempre estaremos do alívio,
intrigados seguiremos, porque, de tudo que se fala do Amor

não há como ignorar sua face sombria, absoluta,

de ser, SEMPRE, a raiz de cada pergunta
e o âmago de todas as respostas.
*

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

16:26

.

é que aquele meu lado criança
sempre tem um FIO DE ESPERANÇA

e desconhece ignorâncias.



*

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

22:28

.




HABITE-SE




*

22:22

Transcendo
silêncios
compondo
absurdos.

Mudos são os meus platôs.



*

22:18

22:02

.


O amor levanta.
_ levanta, Amor!






*

22:00

.

Código. Amor.Chuva. Encontro. Marcado. Beijo. Molhado. Papo. Encerrado.




*

18:58

.


Quando o veneno é doce a gente pede na canção *

18:45

.

Coisas que minha vó sempre dizia:

_ se não quer os fundilhos mostrar,
NADA DE SE ABAIXAR!

[ou saiba se respeitar, basicamente]


*

13:13

.

Gostar das pessoas deveria ser um movimento natural.
A gente sabe como é quando gosta.

Quando você não gosta de uma pessoa, isso também parece natural. Aceitável .
Mais que natural até. Parece meio visceral, porque, parece que o seu próprio
corpo cria uma barreira de repulsa que faz com que sejam percebidas apenas
as sensações ruins que as lembranças que aquele ser te causam , reacendem,

e a gente perde muito com isso,

porque nada é ABSOLUTO

nem os gostares, muitos menos os 'não gostares',

perdemos a oportunidade de crescer, de ultrapassar, de sermos tão melhores quando damos
corda e mais corda pra essa couraça de isolamento, que poderia até ser chamado de
proteção, justificável, permissível, mas a verdade é que

NÃO GOSTAR de alguém é um movimento nada natural, fere a metafísica, a energia
da vida e nos reduz a seres apreciadores apenas de iguais.

NATURAL DEVERIA SER, SEMPRE, GOSTAR, mesmo e principalmente quando os meus interesses não são atendidos. Gente não é pra ser útil, gente é pra ser amada, e entendida, justamente quando isso parece mais impossível. Então, seja você quem fôr, saiba que eu gosto de você, você me faz pensar em coisas assim... *

sábado, 30 de novembro de 2013

15:48

.

amor, seu
gota
à
gota

vai
e
vem

feito maré
lenta, em movimento
que não
se
esgota


*

15:31

.

Era tremendamente estranho,
- pensou ela, como ele ainda tinha esse poder de, aproximando-se,
roubar-lhe o rubor das faces, suas certezas e os trocados das suas poucas razões...


*

15:20

.


Para caso você apareça
e eu tenha ido logo ali na esquina buscar ingredientes para os sonhos:

_ CORAÇÃO , a porta pra você tá sempre aberta!


*

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

18:20

.


_ Oque houve?

Houve você. E isso basicamente resume tudo. Houve a graça de haver você. Neste tempo, neste espaço que nos sufoca, na coincidência dos encontros que nem Einstein saberia explicar. Porque..., como se explica? Como explicar as irreticências de um amor? Como controlar as batidas do coração quando estas resolvem farfalhar, e o rubor que já não é nem só de face, mas de todo um ser,escandâlo, ser esta que sou, sem reticências pra me proteger do risco, só esta vontade de dizer que não há graça sem você, desde o dia em que os significados grudaram em você. O significado virou você. A entrega. A espera. A demora, O tique-taque do relógio. A noite insone. Uma estrela cadente que cai, é você, sempre. Se há chuva, ela é você. Se há sonho, sonho você. Se há  solidão, é tua ausência, se há pressa, é querer, se há desejo, é você. É você quando eu reajo, quando eu acordo, quando eu desperto da letargia de achar que já deu, é você quando há o sorriso, e os delírios de acreditar que tudo que se cria do amor, eram crenças pequenas, desconfianças de que tudo era passageiro como o vento que começa brisa, mas guarda tempestades, não!, houve o imenso engano de só prestar atenção às reticências, caprichosas flores onde vejo você, mas é mais do que isso oque houve, houve que o Amor não tá de brincadeira, gritou-me irreticente: _ eu sou maior que você!, e aí houve eu, chuva fina, molhada de saudades de você.


*

terça-feira, 19 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

12:00

.


água mole
pedra dura
tanto bate que não restará nem PENSAMENTO,

Tempo Rei, Gilberto Gil






*

10:08

.

Sabe aquele negócio
do teu lugar ser aqui,
do meu lado?

_ então!... é INARREDÁVEL



*


[WISH YOU WERE HERE]














*

terça-feira, 12 de novembro de 2013

20:07

.

Bem perto,
olhos para deslizar em tua forma,
mel em teu jeito de vida doce,
ser a tinta das caravelas do oceano,
brotar em terras virgens, sujas de claridade
e libertas do peso do ser
sendo sol, escura imensidão em que as almas escolhidas
dançam no chão
fugindo para rituais do vento
paralisando o tempo,
flutuando no ócio,
onde jardins
inventam
o AMOR
destruindo o vazio
o buraco da ilusão.

_ Lianto Segreto, uma lindeza de poeta que faz poesia, enquanto eu faço chá.


*

domingo, 10 de novembro de 2013

15:15

.


Só há
um lugar pra você:
PERTO DE MIM



*

sábado, 9 de novembro de 2013

20:33

.


" but you asked me to love and I did
traded my emotions for a contract to commit
and when i got way, I only got so far,
the other me is dead
I hear his voice inside my head..."

I hear your voice inside my head


*

20:28

.


Você tem meia hora
pra mudar a minha vida,
vem, vambora...

que oque você demora
É OQUE O TEMPO LEVA...


*

20:08

.


além disso, amor,
eu largo tudo, amor,
por você!


*

20:04

.


O tempo que a gente mede
não é o mesmo tempo que a gente leva, nem o amor:

parece que o tempo acabou,
parece que o amor foi embora,

mas olha, aqui ainda mora, o teu amor...


*

18:00

.



Cinco coisa mágicas sobre o AMOR:

1] Ele existe
2] Ele não precisa fazer sentido
3] Ele é só seu, independentemente
4] Ele preenche todos os vazios
5] Ele dói, mas a gente o quer, mesmo assim.


*

16:01

.

Tinha ouvidos teimosos
amorosamente teimosos,
uma coisa poderia ser dita
I P S I S  L I T T E R I S

ser dita da forma mais motherfucker clara e precisa,
e ainda assim, insistia em ouvir somente oque queria:

e acreditar. Naquilo. Pensando bem,
não tinha só os ouvidos teimosos,
eram um bocado burros também.


*

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

21:21

.


_ é que algumas pessoas neste mundo
você só consegue
amar
e amar
e amar
não importa o que aconteça.




[capítulo doze, O Teorema K ]




*

21:11

.

Face quente. Cadeira fria. Inquietação. Vamos embora!
_ Ainda não sondamos tudo inteiramente. Não vamos nos apressar. Depois de tudo, resta oque tem que restar. Resta-nos saber oque. É por isso que estamos aqui. _Mas oque isso quer dizer? _ não vamos nos apressar! *

20:52

.


Às vezes o coração não se atrai apenas pelo que é luminoso.
Às vezes ele se deixa cativar pelas ambiguidades obscuras de caráter,
pelos silêncios ressentidos.
E pela compreensão aguda de alguma ideia ou segredo que exista em
comum com outra pessoa.
Nessas circunstâncias, o fato de o relacionamento ser ou não ser apropriado
deixa de ser uma questão.


[capítulo 16,  A Amante de Freud]


*

20:40

.

ás vezes a gente tem que olhar pra baixo
que é pra ter certeza que ainda existe um CHÃO



*

terça-feira, 5 de novembro de 2013

20:02

.


Ninguém
faz
ponte,
sozinho

.
.
.





*

19:59

.


E ele dizia pra ela
que ela tava bonita
mesmo quando ela
nem estava tão bonita
assim...


[coisas de amor]


*

19:09

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Paixão é teimosia. E faz seu reinado nas águas que não passam por baixo de uma ponte ligadora. Às vezes acontece de ser tão teimosa que, sabe-se lá como, faz a ponte acontecer e vira oque chamam de amor, que já é outra coisa, outro tom de céu, sem nuvens e quente como um banho de mar numa praia só sua. Paixão é diferente. É insistente. E adora um não como resposta. Ama e odeia, se alimenta de dores e enche a cara nas águas tintas das impossibilidades. Nada viverá mais eternamente do que uma paixão irrealizada. Imorredouras serão suas chamas imortais. Mesmo quando parece que não dá mais. Você finge que acaca. Finge que é para poder voltar pra casa, colocar as mágoas de molho em lavandas mornas, pra ver os estragos na cara, pra limpar as feridas, e chorar um pouco, baixo o suficiente pra não fazer alarde, pra poder ouvir a chuva, e pra não afugentar calmarias, raras, com suas clavículas fracas, e ficar ali, imóvel, e lamber os dedos que guardam o sabor das maçãs daquele rosto, e por fim se aprumar dentro de um vestido preto, enegrecido fingimento, fazer de conta que foi doce, oque deveras poderia ter sido, se não fosse..., paixão é sem dúvida nenhuma coisa de louco, de dominados e dominantes seres, os que se entregam, os que os tomam, e um lamento, este que sim, para sempre existirá, o lamento doce do que poderia ter sido, se ao invés de um poço, tivesse existido o raio de uma ponte que se pudesse atravessar...


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11:23

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Desconheço-te

Desconheço teus sonhos,
Desconheço teus pesadelos,
e oque justifica a tua loucura,

Desconheço tua cama, tua meta, tua dor,
e o gosto da lágrima que te cai tão bem,

Desconheço os teus cansaços,
teus complexos, o nível do teu plexo,
e os teus sons mais primitivos,

Desconheço teus pecados,
tua fama, tua gíria preferida,
e a tua alegria tão bem escondida,

Desconheço sobremaneira as tuas paixões,
teus medos, oque te faz guarnição, munição,
e o calor do teu hálito depois do amor,

Desconheço-te tanto, e no inverso
desproporcional querer que sejas
ou que não seja nada ou tudo, tanto faz,

Conheço-te um de ti, original, criatura, menino
aprendiz, descobridor, criador do que será, e
é à ele que eu falo que o amor acontece quando a gente cresce e a gente cresce com o amor.


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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

17:30

Sempre falta alguma coisa.
Faltou tempo, ( e por tempo, pense em "um tempo REAL pra mim)
Faltou coragem, ( e por coragem entenda algo como apertar o foda-se do painel de controles e assumir todas as consequências da queda de um sistema)
Faltou segurança, ( e por segurança entenda um milhão de 'serás' que não entendem a possibilidade de serem amados),

e depois, faltou oque desconheço de perto, Você, estar com você, experiências ao seu lado, e nesse ponto, pense que oque desconhecemos é oque mais nos apaixona e nos rouba as parcas sanidades conquistadas, todas a ameaçadas por esta força desconhecida que de tão tão estranha, às vezes, imobliza.

Faltou força para fazer da imobilização, um carma a ser descartado. A ser superado. A ser largado num canto qualquer porque não é pra ser meu, não está nos meus dogmas, minha conversão era pra ser o amor.
Quando alguém te pergunta como, você não tem como responder. Esta é a sua parte. Á mim, cabem as minhas loucuras e oque tem que ser superado, só que isso nunca isentou você.

Faltou falar de amor. Faltou agir com amor. Faltou fazer o amor presente.
E como você deve imaginar, quando falta amor, falta-nos tudo, e nada mais.


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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

12:08

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Atravessamos tempestades acreditando,
molhados em amor e ódio, que é sempre amor em outra forma,
ouvindo canções pra aguentar e esperar um tal
'futuro composto de passados',

porque antagonizamo-nos, fomos ao extremo dos nossos opostos
que no nosso caso, sempre se atraem, e se atraem,

como se inevitável fosse voltar, olhar e se render ao que parece
ser

oque realmente nos falta!


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