sexta-feira, 15 de março de 2013

21:00

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Que poder é esse que a gente concede ao outro, assim, como se fosse normal? Qual é o preço que vale a gente abrir mão de  ser oque a gente é pra ser oque esperam que a gente seja?..,que compra ou rouba a liberdade de ser assim, de boa, com a cara lavada, à tapa e dane-se quem não gostar... que conveniência é essa que nos faz refèns de mãos que desejam algo de você, geralmente manipulação e vantagens. Quem são os espertos?... os que exploram, os que permitem, os que seguem a regra do jogo visando um prêmio vulgar que nem existe, os que pagam, os que cobram, os que mentem, os que pecam, os que abusam, manipulam... É!!! somos vencedores ou perdedores? Todos perderam o sossego dos seus lares, único refúgio que havia, pra continuar no leilão dos afetos, do sucesso, do dinheiro, dos amores fáceis, das hipocrisias, das banalidades, das ilusões e de um céu que não é azul celeste, é 'azul cor de plástico', e as estrelas nem são de cristal.

Bateu-me um instante de lucidez, sei lá,
só sei que neste exato momento eu me vejo, é um lapso,
já já vai passar, eu sei, sou fraca, corruptivel, manipulável, vendida,
carente e orgulhosa demais pra abrir mão de estar nesta ciranda pouco infantil,

mas pelo menos por hoje, sou eu quem digo:
_ Foda-se! EU FAÇO A CENA QUE EU QUISER!!!


*

2 comentários:

Lianto disse...

Respira, ...
inspira,. ...

respira


inspira,





:)

Be Lins disse...

Você me lembra do vento
quando me chama à respirar...

obrigada, lindo,
por se lembrar!

Beijo