sábado, 1 de junho de 2013

22:02

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Fecho a porta.
Acordo. Abro o livro que me amplia. Viro matemática. Física.
Alguma química sempre é preciso. Uma letra a meu dispor,
_ qual a letra mesmo?

Saio para fora pelas letras de um livro que me reconhece,
fico à borda de mim, sou quem lê, sou quem escreve, sou quem quero
neste campo de letras verdes, cinzas, roxas,
cor de noite, cor  de céu de inverno que é sempre mais belo,
amparo-me em letras, em alguma mentira de origem poética,
e essa é a minha mais real companhia:

_ a melancolia, que de longe, me observa.


*

2 comentários:

Pipa. A Pipa dos Ventos. disse...

Alguém aqui falou em Melancolia?

Desculpe, rs, mas esta palavra me é irrecusavelmente íntima.


Bê, ainda estou esperando por você...


Abraço-te com saudades.

thiê disse...

Ela sempre observa de longe...
cá ando bem das pernas, Bê querida, apesar dos pesares que nunca mudam, ou mudam e eu já mudei também, mudo os pesares, nossos olhos tristes.
a lista de vez em quando é necessaria pra que eu sempre lembre exatamente o que quero da vida. a gente se perde quando trabalha demais, roda demais, anda demais e faz pouco caso do futuro, tentei aprender com meu primo que é no agora que reside a felicidade e nas coisas pequenas, mas somos taurinos (eu do dia 17) e só nos contentamos com as delicias da vida, ironicamente pequenas delicias grandiosas e cheias de conforto, um lar, um amor, uma geladeira cheia (rodeada de quadros, livros, arte dinheiro e champagne hahahah)
não tive a oportunidade de lhe desejar feliz aniversário, e pela amizade e carinho me sinto no direito de fazer agora: Parabéns, querida! que tudo de melhor sempre lhe surja de surpresa, e que seus dias sejam sempre muito cheios de surpresas boas.

um abraço imenso e cheio de carinho

Thiê