terça-feira, 5 de novembro de 2013

11:23

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Desconheço-te

Desconheço teus sonhos,
Desconheço teus pesadelos,
e oque justifica a tua loucura,

Desconheço tua cama, tua meta, tua dor,
e o gosto da lágrima que te cai tão bem,

Desconheço os teus cansaços,
teus complexos, o nível do teu plexo,
e os teus sons mais primitivos,

Desconheço teus pecados,
tua fama, tua gíria preferida,
e a tua alegria tão bem escondida,

Desconheço sobremaneira as tuas paixões,
teus medos, oque te faz guarnição, munição,
e o calor do teu hálito depois do amor,

Desconheço-te tanto, e no inverso
desproporcional querer que sejas
ou que não seja nada ou tudo, tanto faz,

Conheço-te um de ti, original, criatura, menino
aprendiz, descobridor, criador do que será, e
é à ele que eu falo que o amor acontece quando a gente cresce e a gente cresce com o amor.


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