sexta-feira, 22 de novembro de 2013

18:20

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_ Oque houve?

Houve você. E isso basicamente resume tudo. Houve a graça de haver você. Neste tempo, neste espaço que nos sufoca, na coincidência dos encontros que nem Einstein saberia explicar. Porque..., como se explica? Como explicar as irreticências de um amor? Como controlar as batidas do coração quando estas resolvem farfalhar, e o rubor que já não é nem só de face, mas de todo um ser,escandâlo, ser esta que sou, sem reticências pra me proteger do risco, só esta vontade de dizer que não há graça sem você, desde o dia em que os significados grudaram em você. O significado virou você. A entrega. A espera. A demora, O tique-taque do relógio. A noite insone. Uma estrela cadente que cai, é você, sempre. Se há chuva, ela é você. Se há sonho, sonho você. Se há  solidão, é tua ausência, se há pressa, é querer, se há desejo, é você. É você quando eu reajo, quando eu acordo, quando eu desperto da letargia de achar que já deu, é você quando há o sorriso, e os delírios de acreditar que tudo que se cria do amor, eram crenças pequenas, desconfianças de que tudo era passageiro como o vento que começa brisa, mas guarda tempestades, não!, houve o imenso engano de só prestar atenção às reticências, caprichosas flores onde vejo você, mas é mais do que isso oque houve, houve que o Amor não tá de brincadeira, gritou-me irreticente: _ eu sou maior que você!, e aí houve eu, chuva fina, molhada de saudades de você.


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