quinta-feira, 7 de novembro de 2013

20:52

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Às vezes o coração não se atrai apenas pelo que é luminoso.
Às vezes ele se deixa cativar pelas ambiguidades obscuras de caráter,
pelos silêncios ressentidos.
E pela compreensão aguda de alguma ideia ou segredo que exista em
comum com outra pessoa.
Nessas circunstâncias, o fato de o relacionamento ser ou não ser apropriado
deixa de ser uma questão.


[capítulo 16,  A Amante de Freud]


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