sábado, 21 de dezembro de 2013

17:28

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As coisas acontecem, e a gente vai vivendo essas coisas como se tudo fosse normal. A gente nem lembra quantas coincidências se fazem necessárias para que um acontecimento se dê. Claro que não pensamos nisso. Seria cansativo demais. Pensa-se mais sobre isso quando um acontecimento esperado ( aguardado, ansiado, desejado, amado e tanto...) não ocorre. É aí que a gente pensa sobre como nada é por acaso. Nada acontece na véspera. E nada será se não tiver que ser. Nada haverá se não coincidirem todas as partículas favoravelmente.

Oque era para ter sido e não foi, poderia te sido hoje. Poderia mas não foi porque a gente é MUITO ruim no quesito tentar favorecer as coincidências. Porque, se elas são independentes e auto-comandadas, também são mimadas, e gostam de ceninhas, então tem como seduzi-las, todo mundo tem como. Valorizando oque se deseja, entendeu? Tem que ter pensamento ligadaço, tem que ter atitudes insanas, coincidências AMAM  umas loucurinhas, porque isso possibilita que elas se precipitem, e precipitações são muito bem admitidas na casa das paixões, especialidade dos acasos amorosos.

Só que não rolou. Não fomos merecedores. Não fomos agraciados pela coincidência perfeita que é um ACONTECER. Não acontecemos, você e eu. Não havemos de acontecer. Provavelmente nunca mais. O 'não-acontecimento' tornou-se o nosso acontecimento. Sabe oque eu acho? _ Acho bem-feito pra nós! Convenhamos, a gente não merecia. Não nos merecemos um ao outro, e pensando bem, creio que as coincidências fizeram muito bem o seu papel, incompetentes fomos nós. Paciência.

Conclusão boa pra se pensar no final de mais um ano:
FOI OQUE TINHA QUE SER, E OQUE NÃO TINHA, NÃO FOI.


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