sábado, 14 de dezembro de 2013

20:55

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Oque eu tentei captar de você, escapou-me.
Não era nem ontem e eu achava que te prendia. Capturava-te, instantes.
Azuis, olhos, teus, eras tu a refletir-me em vicejantes florais que me encantavam,
_ ah!, como era bom ver-me refletida em ti. Exteriores, pele, ar.

DO AMOR IMPORTA OQUE ELE VAI SE TORNAR.

Éramos irreais vivendo um amor irreal. Procuramos oque não era de se achar.
Não demos conta do tempo. Não demos conta das nossas verdades. Perdemos o belo,
e dançamos em compassos desiguais. Pervertemos as flores do nosso jardim.

Travessura da pele que se gasta, almas não capturáveis.
Não conseguimos tornar o amor real.

_ posto assim, parece compreensível?

[pra mim, não!]


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