sexta-feira, 28 de junho de 2013

19:50

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_ o que teria sido de mim,
se eu não tivesse largado a sua mão?

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

12:44

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Tem espaço de sobra,
tudo me apequena,
mas acredite, não é tal mal assim,

tenho aprendido tantas coisas
encolhendo-me,

em pequena posso notar que a
grandiosidade é tão relativa,
às vezes, até bem menor que
as pequeninices...

ando assim,
mas é desse modo que encontro o
meu lugar no mundo
e os meus sonhos não correm risco...


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domingo, 16 de junho de 2013

13:33

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Quando a simplicidade me permite o convívio
concluo que não há  outro caminho, senão:

_ ser simples!


[é uma conclusão, simples_mente]


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13:03

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"Não é preciso descer às profundezas para chegar ao estranho.
Basta ler, com paciência, a lousa da superfície.
Que mais fizeram os ROMÂNTICOS senão repetir que precisamos de um abismo?
Que nas entrelinhas da nossa vida banal, outros universos paralelos e secretos,

_ nos vigiam e chamam?..."



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sábado, 15 de junho de 2013

16:50

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Não há de ser nada, não!
Não há recomeço sem a experiência do chão,

_ e dele que farei meu impulso. Mais uma vez.


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16:16

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É assim ó:
_ na verdade, não há quase nada que se possa fazer
para mudar o estado das coisas,

honra em cada passo dado,
o resto é chão, e todos os outros passos
que se darão...


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sexta-feira, 14 de junho de 2013

18:00

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Oque inquieta não é oque se pode ver,
é oque cala, e te vela,  enquanto você despenca
desnorteado, em qualquer canto daquele esboço
QUE TE APONTA O BREU,

_uma esquina chamada eu


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17:30

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a chuva que cai/ cai sem medo da queda,
ela já não cai/ precipita-se/ é água atirada
seu abraço é  de mar/ queda de tanto amar

já eu...
eu já não caio/ não caio nem me atiro
qual o verdadeiro temor?
cair em si? /cair para fora de si?

O amor cai como chuva/
em algum lugar/ bem longe daqui...


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segunda-feira, 10 de junho de 2013

12:08

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TODO MUNDO PRECISA DE UM SILÊNCIO PARA CHAMAR DE SEU




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12:00



Sonhei que uma parte de nós
se encontrava
à parte de nós,
deconfio que ficamos exilados


seriam as páginas de um livro
que abrigavam nosso exílio?...


é que nas páginas da vida
cansei de não constar nas tuas páginas
ou estar nas folhas detrás
aquelas que nunca são lidas
porque são tantas ainda...


neste livro
como no exílio do sonho
ou nas frestas deste tempo que é agora
teu amor
meu amor
torna todos os outros amores
impossíveis...


11:11

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Há o direito ao sonho,
e ainda há o dever de se sonhar

transformável existência,
sem o sonho a vida murcha,

_ eu, por exemplo,
sonho com Paris, seus arredores,
seus corredores, guardadores do que não
senão sonhos?!...

Sonha, menino!...
enquanto sonhamos o sonho nos transforma
em seres encantadores.


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sexta-feira, 7 de junho de 2013

15:30

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Dá vontade de cantar Renato
pro mundo,

_ deixa a gente solto, a gente só que estar junto, brincar,
não foi a gente que passou, foi só o tempo,
porque nós, caro mundo

NÓS SOMOS TÃO JOVENS...


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sábado, 1 de junho de 2013

22:02

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Fecho a porta.
Acordo. Abro o livro que me amplia. Viro matemática. Física.
Alguma química sempre é preciso. Uma letra a meu dispor,
_ qual a letra mesmo?

Saio para fora pelas letras de um livro que me reconhece,
fico à borda de mim, sou quem lê, sou quem escreve, sou quem quero
neste campo de letras verdes, cinzas, roxas,
cor de noite, cor  de céu de inverno que é sempre mais belo,
amparo-me em letras, em alguma mentira de origem poética,
e essa é a minha mais real companhia:

_ a melancolia, que de longe, me observa.


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