sábado, 30 de novembro de 2013

15:48

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amor, seu
gota
à
gota

vai
e
vem

feito maré
lenta, em movimento
que não
se
esgota


*

15:31

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Era tremendamente estranho,
- pensou ela, como ele ainda tinha esse poder de, aproximando-se,
roubar-lhe o rubor das faces, suas certezas e os trocados das suas poucas razões...


*

15:20

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Para caso você apareça
e eu tenha ido logo ali na esquina buscar ingredientes para os sonhos:

_ CORAÇÃO , a porta pra você tá sempre aberta!


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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

18:20

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_ Oque houve?

Houve você. E isso basicamente resume tudo. Houve a graça de haver você. Neste tempo, neste espaço que nos sufoca, na coincidência dos encontros que nem Einstein saberia explicar. Porque..., como se explica? Como explicar as irreticências de um amor? Como controlar as batidas do coração quando estas resolvem farfalhar, e o rubor que já não é nem só de face, mas de todo um ser,escandâlo, ser esta que sou, sem reticências pra me proteger do risco, só esta vontade de dizer que não há graça sem você, desde o dia em que os significados grudaram em você. O significado virou você. A entrega. A espera. A demora, O tique-taque do relógio. A noite insone. Uma estrela cadente que cai, é você, sempre. Se há chuva, ela é você. Se há sonho, sonho você. Se há  solidão, é tua ausência, se há pressa, é querer, se há desejo, é você. É você quando eu reajo, quando eu acordo, quando eu desperto da letargia de achar que já deu, é você quando há o sorriso, e os delírios de acreditar que tudo que se cria do amor, eram crenças pequenas, desconfianças de que tudo era passageiro como o vento que começa brisa, mas guarda tempestades, não!, houve o imenso engano de só prestar atenção às reticências, caprichosas flores onde vejo você, mas é mais do que isso oque houve, houve que o Amor não tá de brincadeira, gritou-me irreticente: _ eu sou maior que você!, e aí houve eu, chuva fina, molhada de saudades de você.


*

terça-feira, 19 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

12:00

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água mole
pedra dura
tanto bate que não restará nem PENSAMENTO,

Tempo Rei, Gilberto Gil






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10:08

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Sabe aquele negócio
do teu lugar ser aqui,
do meu lado?

_ então!... é INARREDÁVEL



*


[WISH YOU WERE HERE]














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terça-feira, 12 de novembro de 2013

20:07

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Bem perto,
olhos para deslizar em tua forma,
mel em teu jeito de vida doce,
ser a tinta das caravelas do oceano,
brotar em terras virgens, sujas de claridade
e libertas do peso do ser
sendo sol, escura imensidão em que as almas escolhidas
dançam no chão
fugindo para rituais do vento
paralisando o tempo,
flutuando no ócio,
onde jardins
inventam
o AMOR
destruindo o vazio
o buraco da ilusão.

_ Lianto Segreto, uma lindeza de poeta que faz poesia, enquanto eu faço chá.


*

domingo, 10 de novembro de 2013

15:15

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Só há
um lugar pra você:
PERTO DE MIM



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sábado, 9 de novembro de 2013

20:33

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" but you asked me to love and I did
traded my emotions for a contract to commit
and when i got way, I only got so far,
the other me is dead
I hear his voice inside my head..."

I hear your voice inside my head


*

20:28

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Você tem meia hora
pra mudar a minha vida,
vem, vambora...

que oque você demora
É OQUE O TEMPO LEVA...


*

20:08

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além disso, amor,
eu largo tudo, amor,
por você!


*

20:04

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O tempo que a gente mede
não é o mesmo tempo que a gente leva, nem o amor:

parece que o tempo acabou,
parece que o amor foi embora,

mas olha, aqui ainda mora, o teu amor...


*

18:00

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Cinco coisa mágicas sobre o AMOR:

1] Ele existe
2] Ele não precisa fazer sentido
3] Ele é só seu, independentemente
4] Ele preenche todos os vazios
5] Ele dói, mas a gente o quer, mesmo assim.


*

16:01

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Tinha ouvidos teimosos
amorosamente teimosos,
uma coisa poderia ser dita
I P S I S  L I T T E R I S

ser dita da forma mais motherfucker clara e precisa,
e ainda assim, insistia em ouvir somente oque queria:

e acreditar. Naquilo. Pensando bem,
não tinha só os ouvidos teimosos,
eram um bocado burros também.


*

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

21:21

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_ é que algumas pessoas neste mundo
você só consegue
amar
e amar
e amar
não importa o que aconteça.




[capítulo doze, O Teorema K ]




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21:11

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Face quente. Cadeira fria. Inquietação. Vamos embora!
_ Ainda não sondamos tudo inteiramente. Não vamos nos apressar. Depois de tudo, resta oque tem que restar. Resta-nos saber oque. É por isso que estamos aqui. _Mas oque isso quer dizer? _ não vamos nos apressar! *

20:52

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Às vezes o coração não se atrai apenas pelo que é luminoso.
Às vezes ele se deixa cativar pelas ambiguidades obscuras de caráter,
pelos silêncios ressentidos.
E pela compreensão aguda de alguma ideia ou segredo que exista em
comum com outra pessoa.
Nessas circunstâncias, o fato de o relacionamento ser ou não ser apropriado
deixa de ser uma questão.


[capítulo 16,  A Amante de Freud]


*

20:40

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ás vezes a gente tem que olhar pra baixo
que é pra ter certeza que ainda existe um CHÃO



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terça-feira, 5 de novembro de 2013

20:02

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Ninguém
faz
ponte,
sozinho

.
.
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19:59

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E ele dizia pra ela
que ela tava bonita
mesmo quando ela
nem estava tão bonita
assim...


[coisas de amor]


*

19:09

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Paixão é teimosia. E faz seu reinado nas águas que não passam por baixo de uma ponte ligadora. Às vezes acontece de ser tão teimosa que, sabe-se lá como, faz a ponte acontecer e vira oque chamam de amor, que já é outra coisa, outro tom de céu, sem nuvens e quente como um banho de mar numa praia só sua. Paixão é diferente. É insistente. E adora um não como resposta. Ama e odeia, se alimenta de dores e enche a cara nas águas tintas das impossibilidades. Nada viverá mais eternamente do que uma paixão irrealizada. Imorredouras serão suas chamas imortais. Mesmo quando parece que não dá mais. Você finge que acaca. Finge que é para poder voltar pra casa, colocar as mágoas de molho em lavandas mornas, pra ver os estragos na cara, pra limpar as feridas, e chorar um pouco, baixo o suficiente pra não fazer alarde, pra poder ouvir a chuva, e pra não afugentar calmarias, raras, com suas clavículas fracas, e ficar ali, imóvel, e lamber os dedos que guardam o sabor das maçãs daquele rosto, e por fim se aprumar dentro de um vestido preto, enegrecido fingimento, fazer de conta que foi doce, oque deveras poderia ter sido, se não fosse..., paixão é sem dúvida nenhuma coisa de louco, de dominados e dominantes seres, os que se entregam, os que os tomam, e um lamento, este que sim, para sempre existirá, o lamento doce do que poderia ter sido, se ao invés de um poço, tivesse existido o raio de uma ponte que se pudesse atravessar...


*

11:23

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Desconheço-te

Desconheço teus sonhos,
Desconheço teus pesadelos,
e oque justifica a tua loucura,

Desconheço tua cama, tua meta, tua dor,
e o gosto da lágrima que te cai tão bem,

Desconheço os teus cansaços,
teus complexos, o nível do teu plexo,
e os teus sons mais primitivos,

Desconheço teus pecados,
tua fama, tua gíria preferida,
e a tua alegria tão bem escondida,

Desconheço sobremaneira as tuas paixões,
teus medos, oque te faz guarnição, munição,
e o calor do teu hálito depois do amor,

Desconheço-te tanto, e no inverso
desproporcional querer que sejas
ou que não seja nada ou tudo, tanto faz,

Conheço-te um de ti, original, criatura, menino
aprendiz, descobridor, criador do que será, e
é à ele que eu falo que o amor acontece quando a gente cresce e a gente cresce com o amor.


*

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

17:30

Sempre falta alguma coisa.
Faltou tempo, ( e por tempo, pense em "um tempo REAL pra mim)
Faltou coragem, ( e por coragem entenda algo como apertar o foda-se do painel de controles e assumir todas as consequências da queda de um sistema)
Faltou segurança, ( e por segurança entenda um milhão de 'serás' que não entendem a possibilidade de serem amados),

e depois, faltou oque desconheço de perto, Você, estar com você, experiências ao seu lado, e nesse ponto, pense que oque desconhecemos é oque mais nos apaixona e nos rouba as parcas sanidades conquistadas, todas a ameaçadas por esta força desconhecida que de tão tão estranha, às vezes, imobliza.

Faltou força para fazer da imobilização, um carma a ser descartado. A ser superado. A ser largado num canto qualquer porque não é pra ser meu, não está nos meus dogmas, minha conversão era pra ser o amor.
Quando alguém te pergunta como, você não tem como responder. Esta é a sua parte. Á mim, cabem as minhas loucuras e oque tem que ser superado, só que isso nunca isentou você.

Faltou falar de amor. Faltou agir com amor. Faltou fazer o amor presente.
E como você deve imaginar, quando falta amor, falta-nos tudo, e nada mais.


*