segunda-feira, 16 de junho de 2014

19:09

Eu posso escolher. Posso escolher me aborrecer, me entristecer,ou me encolher até virar um caramujo, e desaparecer . Posso escolher isso, e outras coisas também. Posso escolher me entreter, me envolver, e me deter em outras tantas milhares de coisas muito melhores e não sofrer. Eu posso escolher. Preciso apenas crer para ver que sim, eu posso escolher. Posso escolher oque pensar, custe oque custar. Custe muito penar, ou pesar, mas eu posso aprender. Aprender a escolher. Eu posso escolher melhor. Posso até escolher melhorar. Posso escolher que não vou permitir rebaixar, mesmo que, às vezes, a vida resolva mostrar certas coisas e eu precise chorar. Eu posso escolher a inteligência, ao invés da esperteza. Posso escolher a calma, e deixar pra lá a ansiedade que cega. Posso escolher deixar para lá, mesmo que isso signifique, até mesmo, me isolar. Eu posso escolher o movimento inverso. Posso dar prosa ao verso.Ao estranho com quem não converso. Eu posso escolher estranhar sem com isso me decepcionar. Posso escolher correr se eu quiser, e posso simplesmente escolher repousar o tempo sobre um leito de pensamentos calmos e rosados e dar um tempo pra que ele, o tempo, se sinta revigorar. Eu posso escolher abandonar. Largar mão do que me deixa louca de tanto penar, e tocar o bonde para outro lado, para o lado de lá, eu posso escolher oque vai me agradar. E posso escolher me doar. Sem com isso esquecer que sou a primeira pessoa que devo amar. E posso escolher não me magoar.Tanto. Ou, bem menos, ou ainda ignorar as coisas com as quais não concordo, e posso até concordar que é meio dureza, que escolher não é lá um negocinho tão simples, , nem fácil, nem mágico, e aceitar que o escolher se aloja em algum lugar entre o crescer, sem ter medo do que pode acontecer quando a gente resolve, pura e simplesmente escolher.Eu posso reconhecer que me preciso me conhecer. Melhor. Mesmo que isso indique que preciso mudar um pouco. E me amar mais do que pouco. e relaxar. E me esticar. Me alongar. Ampliar meus conceitos e meus tantos preconceitos largar. Eu posso escolher. Ajudar. Ou pelo menos, não atrapalhar. Eu posso tudo desde que eu escolha bem. E para que isso aconteça, só uma coisa eu não posso esquecer: existe o outro além do meu próprio ser.




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