sábado, 31 de janeiro de 2015

20:26

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Coisa esperável, o amor...
O silêncio que nos cerca parece fim de uma viagem,
traz  efeito de vertigem,
de balanço, de um morno remanso sem fim,
ou ainda qualquer coisa que valha, uma subido grito, um gemido,
tantos ais perdidos neste labirinto,
 
 
_ Durou quanto?
o tempo,
aquele outro tempo,
ou foi um destempo aquele meio minuto?
 
 
que se cumpriu, mesmo sob a ameaça cumprida
de haver toque nenhum,
fez-se visita, assim, quase sem dar na vista,
nos dando apenas o tempo do registo;
pisco um olho, depois outro,
 
e penso, penso e penso,
como eu insisto, nisso,
os cílios, meus, femininos artifícios,,
lembram-me de o quanto eu ainda, acredito...
 
Acredito no que não foi, tendo sido,
e no que é:
 
o amor,
sono,
reminiscências,
resplendores,
ardores,
explosão,
carícia,
 
mirando eu meus olhos,
derretidos,
quase escorridos cor de mel,
tão acostumados à esta amarga desconvivência
a verdade, coincidência ou não,
fica ziguezagueando em  esparrela,
 
_ tem cabimento um beija-flor
não sair da minha janela?
 
 
 
*

2 comentários:

ticoético disse...

Ah Dona Be,sinceramente,hoje não sei o que lhe dizer...não que eu nada tenha a escrever...é que faz parecer que sabes de tudo e que isso afinal,não passou de uma enorme esparrela,enfim,bela como sempre.

Abraço!

Be Lins disse...

Oi, Lianto!

Muito grata por sua visita
e suas palavras sempre e deveras queridas.

Para o Carnaval
pretendo ir para o sítio,
dançar pular comemorar por dentro,
quem sabe na companhia de pirilampos, vagalumes, beija-flores e sabiás

quem sabe não acabo me fantasiando de ninfa
e sigo sambando até o dia clarear?

beijo, queridão.

Be