quinta-feira, 18 de junho de 2015

13:05

Oras, pois.
Chove. Para de chover. Daí vem o frio.
O céu está cinza. Parece que sol viajou para algum outro lugar do mundo.
E o mundo, fica cinza sem  sol.
Agora que está cinza, permitido é aos pensamentos,
acinzentarem-se também.
Embora aja o vício de estar no rosa, ainda que cinza esteja.
Estou sempre atrás dos raios rosa.
Insisto na busca, tenho gosto pela busca. Até mais do que pelos alcances.
Porque uma vez que se alcance, era uma vez a busca, e Fim.
O cinza está cheio de possibilidades, é bem interessante.
Observando o cinza, sinto seus ares de rosa.
Mergulho com gosto para dentro deste cinza porque consigo
alcançar-lhe a beleza costumeiramente oculta.


Um dia sem sol não é um dia perdido, de forma alguma.
Um dia cinza é cheio de desafios. Há que se perceber sem o
acréscimo daqueles raios que nos presenteiam com todas as cores.
De todas, a que prefiro é o rosa. As horas cor-de-rosa lembram as
rosas do jardim da minha vó, onde nunca houve uma flor cinza.


Flores cinzas. Flores frias. Flores de mistério.
Quero m buquê de rosas frias e cinzas. Posso sentir-lhe o perfume.
E é bom, tem cheiro de chuva e folha. Seu toque, é molhado.
Há que se ver a cor, a partir do cinza. Seu brilho de água.
Dias cinzas suscitam a memória dos sentidos.
O cultivo de uma nova cor de flor. Flor sem cor,
mas o cinza deste dia está tão cheio de cor...


Um dia cinza com ares de rosa.
Flor fria, inspira-me o calor.
Sinto pelos dias cinzas, amor!






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