sexta-feira, 23 de outubro de 2015

12:44



De que órbita trata-se esse giro que que não se completa...
Eu penso que te engano. Você tem certeza que me engana. E brincamos de gato e rato pelos paralelos lunares.

Quem será o sol. Quem será a lua.

Qual será a rua daquela canção que nos escreve mas não nos define.

FAZER VALER A PENA.

E que pena quando perde-se a pena. Ou melhor, nunca a tivemos. Nem pena, nem dó nem piedade, nem tinta nem papel, a gente tem o que mesmo...

_Ah, sim!, temos o céu. Temos um céu só nosso, somos criaturas oscilantes que se criam e se recriam, somos tolos brincando de Deus,

brincando, provocando, enganando, trapaceando

(superlativos não vão me conquistar)

Enquanto isso, você sabe da minha preferência pelos silêncios, pelas rondas, pelos escuros, pelos becos, pelos trechos saltitados de um livro antigo, você sabe  como eu te prefiro, mas você

_ NÃO!

e aquela canção, hein...

'sei que você gosta de brincar, de amores, mas só, comigo não'

eu canto daqui, você canta daí, enquanto a lua e o sol continuam a perseguição amorosa que não tem fim.

_ai de você!, ai de mim! ai desse amor que dói assim!



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