quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

11:11

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Às vezes, a gente mesmo arma a bomba que vai nos detonar. A gente permite. Permite a destruição. A confusão. Permite a aproximação. Permite as mentiras que vão, uma à uma, compondo os explosivos, permite fazerem do coração, um campo que era pra ser de flores, plásticas cores, se revelarem um campo minado, as pessoas querem os seus cacos, querem o prazer de te ver voando pelos ares, querem o barulho da sua agonia, porque tem gente ruim no mundo, posando de gente fina, balela menina, mais vale o guardador da esquina, o garçom da cantina, uma dose de estriquinina, mais vale fechar a cortina, botar pra ferver a parafina, se entupir de sertralina, bem vindo todo cloridrato, não tô precisando de trato, cada canto tem um gato, tu não passa de um recado, muito do mal dado, um trecho amargurado de um livro abandonado.
 
Foi tudo pelos ares.
Explodiu mas não quebrou.

Vai catar cacos em outra freguesia,
'ninguém te NADA', você é o oposto
da POESIA.




bum!


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