quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

22:02

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Precisando trocar de tema. Quando você põe sua mente e sobretudo o seu coração na função de se escrever dá cada escorregão que vou te contar, não é mole não!, pra que tanta exposição, né, mas essa é a minha preferida contradição, exponho sem, sem condição de nada, as palavras vão sendo escritas, aflitas, mas sem responsabilidade, amanhã se eu quiser, apago tudo, passo a borracha, compro logo a passagem pra cidade da luz, e vou ficar zanzando por lá, livre como sou de fato,  embora mais enrolada que novelo de gato, e sobre as coisas que escrevi,  pareceu, eu sei, fui te escrevendo loucuras naquelas noites de praia, sem filtro, se roupa, sem nada,
 
(alguma autora porreta que não lembro o nome disse numa entrevista certa vez que mulheres devem escrever com as pernas abertas, pra acender as letras...)
 
não é ideia minha não, mas registrei, e assim, fui escrevendo insanidades, mas a bobagem mais sem noção que escrevi fez você revidar como se fosse, mas não era, entende, embora, é, bem sem noção, mas a gente não fala uma coisa daquelas pra uma homem, um filho do vento, livre de tudo, pulei a lição do que nunca se dizer a ainda achei que estava mandando bem, pelas flores da Primavera toda, vai ser romântica esquizofrênica lá em Paris, né,
 
enfim, disse que ia mudar de tema, e cá estou, falando com você de novo. Como se sempre. Como se nunca. Como se você me adivinhasse. E eu, à você. E você fosse entender tudo, cada ponto, como se você fosse realmente ler, e gostar, quase esqueço que na verdade, estou falando sozinha, para variar. Vou ali.
 
 
INTERVALO
 
 
21:00
 
Ops!
Mas oras, oras, oras, veja você!
Essa eu tenho certeza que você não vai entender, até porquê, de repente, é ponto pras meninas.
 
 
Nem Freud explica. E olha que li muito Freud. Cursei seis períodos de Psicologia, nem te contei, larguei o curso na metade, fiz outros tantos, comecei, larguei, italiano, fotografia, artes plásticas, e me formei em exatas, miscelânea. Eu também enjoo das coisas. Rá!
 
Voltando à Freud, que grande salafrário. Adorável. Mas salafrário. Nada otário. Mulheres, prazeres, e uns ajutórios alucinógenos porque, ninguém viaja tanto sem um extrinha. Meu melhor trabalho na faculdade foi sobre um texto dele, um dos últimos ensaios dele, Mal Estar da Civilização, depois de farrear e se esbaldar, concluiu plácido, que o Homem, ser, precisa, resumidamente falando, de duas coisas na vida:
alguém pra amar e uma trabalho pra se ocupar.
(hahahahaha) Conta outra, Freud. Isso se chama morrer.
 
O maior de todos, no entanto, pra mim, é Goethe. Esse, sim. Amo de paixão. Teria um caso com ele, fácil, o homem mais interessante que li até hoje. Sua biografia é elegante, densa mas sempre elegante, muito criativa, nada repetitiva, foi reconhecido em vida, coisa rara, porque era centrado, taí um cara pra ser citado. Goethe. Misterioso, bastante, charmoso, demais, o bem, o mal, o preço, quem paga, quem não, as caleidoscópicas escolhas que só unidas vão se revelar.
 
Estou lembrando deles porque,  finalmente, comecei a ler Baudelaire. Estou providenciando os outros títulos pra não julgar precipitadamente, mas... que coisa!, citação é uma coisa bem pouco abrangente, pude constatar explicitamente, fazia uma ideia, mas não é nada do que eu imaginava não. É bem pior. No sentido, bem mais ousado, não vou ser precipitada de novo, mas como amante Baudelaire já era. Retiro formalmente o nome dele do rol dos românticos, ele não é apenas profano, ele é o suprassumo do conceito, pura provocação, mas vou ter que mergulhar mais pra poder argumentar alguma coisa. Por ora, aff!
 
Então é isso.
 
 
(acho que outra das cinco palavras era beijo. Se não era, é ato falho, mas aí, normal, quem não se derrete por um beijo que atire a primeira flor, sem espinho, por favor!)
 
 
 
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