segunda-feira, 23 de maio de 2016

16:49


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Considerando-se a zona que este mundo está, deveríamos todos fechar as portas. Da casa. Da alma. Do coração.
 
Embora o mais esquisito nessa zona é que nós mesmos somos responsáveis por ela. A zona. A suruba. A xepa. Final de carreira. Fecharíamos as portas e restaria o mundo e seu fluxo natural, onde se pensando bem, é um baita de um caos também.
 
A lei da sobrevivência. Do mais forte. Do maior que come o menor. Tá lá a florzinha bonitinha, vem um bicho, come a flor, mastiga a flor, vem outro bicho, come o bicho que comeu a flor, vem outro bicho maior, come os bichos e a flor, aí vem o leão, come tudo duma vez, deixa as carcaças pros urubus, que dizem que junto às baratas, são os seres que resistiriam bem à uma hecatombe.
 
O fluxo da vida é agressivo e forte. Tem uma força descomunal. O que faz pensar abstrato, o Universo, essa coisa que ninguém sabe o que direito, avançando entre colisões e explosões e o caos, que ao mesmo tempo é
 
PURA BELEZA
 
 
Vida doida, mundo louco, gente, bichos, flores, paixões, política, bem, mal, caos, serenidade, abre a porta, fecha a porta, tranca a mente, escancara, se joga, se prende, esquece, prevalece, e tudo que insiste, e a mente lá,
 
essa desgovernada, tresloucada, mandona, mafiosa mente, que faz conchavos com o coração, com os batimentos, com as coincidências, com as dores, e traz esse fluxo bandido pra dentro da gente, 
 
tá a gente lá, aquela coisinha miúda de nada, uma florzinha de mato, daí vem o acaso-bicho e come a florzinha, e vem o destino e come o acaso e a flor, e aí vêm os fatos e devoram tudo junto, e solta os bagaços pra restar junto à todos os bagaços do mundo, reajuntar, refazer, ciranda cirandinha, vamos todos cirandar, abrir, fechar, olhos, pele, corações,
 
tenho para mim que lá em cima, lá em baixo, todo lado para onde se estende o universo, somos nós por dentro, caos e beleza, todas as mentes de todas as coisas, animadas e inanimadas, colidindo, se esbarrando e de vez em quando, ganhando uns minutos pra ser flor. De mato. Antes que chegue o predador. Que será abatido também. O vai e vem. Não escapa ninguém. Pensar, convém!

ENFIM...
 
 
 
Não faz muito sentido o que aqui está escrito. Mas também, nesse mundo zona sem sentido a vista, escrever é das coisas todas, das menos esquisitas.
 
 
 
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